Ela havia acabado de colocar a cabeça no travesseiro quando o celular tocou. Algumas dúzias de xingamentos passaram por sua cabeça e ela resolveu atender. Ao olhar o remetente, sua feição emburrada suavizou-se levemente.
- Oi, amor.
- Oi… – ele parecia não saber o que dizer.
- Já são uma da manhã!
Ela ouviu um pequeno suspiro do outro lado da linha e sentiu certa hesitação por parte do garoto.
- O que você quer? – finalmente indagou.
- Estou sozinho… – confessou o garoto.
- Querido…
- Por favor, não desliga! Eu estou sozinho em casa, você sabe que eu odeio isso.
A garota fez uma expressão de falta de paciência.
- E o que eu posso fazer por você?
- Vem passar a noite comigo.
- Você sabe que eu não posso sair de casa a essa hora!
- Não, isso não é verdade. Você está me dizendo que não vê um motivo pra sair de casa a essa hora, mas eu posso te dar um bom motivo.
Ela se levantou do travesseiro.
- Do que você está falando?
O garoto soltou uma leve risadinha do outro lado da linha.
- Eu peguei aquele seu filme preferido pra assistir. A intenção era ver sozinho, mas eu acabei fazendo muita pipoca, sabe…
- Aham, muita pipoca.
- E aí?
A menina pensou por alguns instantes, e finalmente respondeu:
- Deixa a porta destrancada.
A pipoca já havia esfriado e o garoto estava prestes a cochilar no sofá quando ela entrou pela porta da frente. Levantou-se num sobressalto e foi lhe dar um beijinho no rosto – sim, no rosto. Eram apenas amigos e logo não tinham intimidade para algo além disso.
- E então? - questionou ela.
- Senta aí, vou colocar.
Ela arrumou algumas almofadas, tirou o tênis e se acomodou no sofá enquanto ele arrumava a TV. Pegou o controle remoto, foi para o sofá e segurou o tacho de pipocas. Apertou play e o filme finalmente começou.
Duas coisas que você deveria saber:Primeiro: ele odiava aquele filme.Segundo: ela o havia assistido há três dias atrás.
Alguns longos minutos se passaram e o tédio reinou sobre aquela casa. Ela se ajeitou mais confortavelmente. Encostou a cabeça no sofá, entregando que estava prestes a cair de sono.
O garoto segurou a mão da menina e tudo parou. Os dois se entreolharam, e ele apenas disse em tom aconchegante:
- Vem.
E sem pensar duas vezes, a garota deitou a cabeça no colo dele. Mas, inexplicavelmente, o sono foi embora. Nem se quisesse conseguiria fechar os olhos. Havia uma energia tão boa e um clima tão intenso que isso seria impossível.
Mais alguns minutos se passaram, mas desta vez, passaram rapidamente. E voaram quando ele passou a acariciar os cabelos da menina.
- Por que você veio aqui? - perguntou o garoto.
- Porque você me chamou, oras.
- Não estou falando disso.
- Seja mais específico.
- Nós dois sabemos que você já viu esse filme milhões de vezes.
Ela virou o rosto para ele, ainda deitada.
- Você estava sozinho.
- E desde quando você se importa com isso?
Visivelmente constrangida, ela se levantou do colo do garoto.
- Melhor eu ir embora.
- Não! - disse ele, quando segurou o braço dela.
Entreolharam-se por alguns instantes. Por alguns longos instantes.
- O que você quer? - perguntou a menina.
E ele a beijou. Um beijo rápido, inocente… mas que durou tempo o bastante para se tornar o melhor da vida de ambos. E tão intenso a ponto de motivar o garoto a fazer algo que queria há muito tempo.
- Quer namorar comigo? - indagou, ainda com os lábios próximos aos dela.
Ela sorriu:
- Até que enfim. (Henrique Dias)

Ela havia acabado de colocar a cabeça no travesseiro quando o celular tocou. Algumas dúzias de xingamentos passaram por sua cabeça e ela resolveu atender. Ao olhar o remetente, sua feição emburrada suavizou-se levemente.

- Oi, amor.

- Oi… – ele parecia não saber o que dizer.

- Já são uma da manhã!

Ela ouviu um pequeno suspiro do outro lado da linha e sentiu certa hesitação por parte do garoto.

- O que você quer? – finalmente indagou.

- Estou sozinho… – confessou o garoto.

- Querido…

- Por favor, não desliga! Eu estou sozinho em casa, você sabe que eu odeio isso.

A garota fez uma expressão de falta de paciência.

- E o que eu posso fazer por você?

- Vem passar a noite comigo.

- Você sabe que eu não posso sair de casa a essa hora!

- Não, isso não é verdade. Você está me dizendo que não vê um motivo pra sair de casa a essa hora, mas eu posso te dar um bom motivo.

Ela se levantou do travesseiro.

- Do que você está falando?

O garoto soltou uma leve risadinha do outro lado da linha.

- Eu peguei aquele seu filme preferido pra assistir. A intenção era ver sozinho, mas eu acabei fazendo muita pipoca, sabe…

- Aham, muita pipoca.

- E aí?

A menina pensou por alguns instantes, e finalmente respondeu:

- Deixa a porta destrancada.

A pipoca já havia esfriado e o garoto estava prestes a cochilar no sofá quando ela entrou pela porta da frente. Levantou-se num sobressalto e foi lhe dar um beijinho no rosto – sim, no rosto. Eram apenas amigos e logo não tinham intimidade para algo além disso.

- E então? - questionou ela.

- Senta aí, vou colocar.

Ela arrumou algumas almofadas, tirou o tênis e se acomodou no sofá enquanto ele arrumava a TV. Pegou o controle remoto, foi para o sofá e segurou o tacho de pipocas. Apertou play e o filme finalmente começou.

Duas coisas que você deveria saber:
Primeiro: ele odiava aquele filme.
Segundo: ela o havia assistido há três dias atrás.

Alguns longos minutos se passaram e o tédio reinou sobre aquela casa. Ela se ajeitou mais confortavelmente. Encostou a cabeça no sofá, entregando que estava prestes a cair de sono.

O garoto segurou a mão da menina e tudo parou. Os dois se entreolharam, e ele apenas disse em tom aconchegante:

- Vem.

E sem pensar duas vezes, a garota deitou a cabeça no colo dele. Mas, inexplicavelmente, o sono foi embora. Nem se quisesse conseguiria fechar os olhos. Havia uma energia tão boa e um clima tão intenso que isso seria impossível.

Mais alguns minutos se passaram, mas desta vez, passaram rapidamente. E voaram quando ele passou a acariciar os cabelos da menina.

- Por que você veio aqui? - perguntou o garoto.

- Porque você me chamou, oras.

- Não estou falando disso.

- Seja mais específico.

- Nós dois sabemos que você já viu esse filme milhões de vezes.

Ela virou o rosto para ele, ainda deitada.

- Você estava sozinho.

- E desde quando você se importa com isso?

Visivelmente constrangida, ela se levantou do colo do garoto.

- Melhor eu ir embora.

- Não! - disse ele, quando segurou o braço dela.

Entreolharam-se por alguns instantes. Por alguns longos instantes.

- O que você quer? - perguntou a menina.

E ele a beijou. Um beijo rápido, inocente… mas que durou tempo o bastante para se tornar o melhor da vida de ambos. E tão intenso a ponto de motivar o garoto a fazer algo que queria há muito tempo.

- Quer namorar comigo? - indagou, ainda com os lábios próximos aos dela.

Ela sorriu:

- Até que enfim. (Henrique Dias)

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